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Quanto custa tráfego pago? O que ninguém te conta antes de contratar

Essa é a pergunta que mais chega pra gente antes de qualquer conversa. E a resposta honesta é: depende, mas não de forma vaga. Depende de variáveis concretas que dá pra calcular antes de investir um centavo.

Nesse post a gente vai explicar o que realmente compõe o custo do tráfego pago e como avaliar se faz sentido para o seu negócio.

Primeiro: tráfego pago não é uma conta só

Antes de falar em número, tem uma confusão que precisa ser desfeita: tráfego pago tem dois custos completamente separados, e muita gente os mistura na hora de avaliar uma proposta.

O investimento em mídia é o dinheiro que vai direto para o Google ou para o Meta. Esse valor aparece na fatura do seu cartão cobrado pela própria plataforma, não pela agência.

A taxa de gestão é o que você paga para quem cria, otimiza e monitora as campanhas: o gestor ou a agência.

Atenção

Quando você compara propostas de agências diferentes, sempre verifique o que cada uma inclui. Uma pode estar cotando só a gestão, outra pode incluir mídia junto. Você pode estar comparando coisas completamente diferentes sem perceber.

O que define o custo por clique no Google Ads

O Google Ads funciona como um leilão. Você define um orçamento e paga por clique, mas o custo desse clique varia bastante dependendo do segmento.

Nichos com ticket alto e ciclo de venda longo, como imóveis e advocacia, tendem a ter custo por clique bem mais alto do que negócios locais com ticket menor, como food e serviços de bairro.

Não existe um valor fixo. O que existe são faixas que a gente aprende a calibrar com o tempo de mercado em cada segmento. Isso é parte do trabalho de quem faz a gestão: entender onde o leilão está mais acirrado e onde ainda dá pra encontrar oportunidade.

Qual o investimento mínimo que faz sentido

Aqui é onde muita gente erra. Começar com orçamento muito baixo em mídia raramente funciona, não porque tráfego pago não funciona, mas porque o algoritmo do Google e do Meta precisa de volume de dados para aprender e otimizar.

Com pouco investimento, as campanhas ficam presas na fase de aprendizado. Você não consegue resultados consistentes e conclui que "não funcionou", quando na verdade o problema foi a falta de combustível pra máquina rodar.

O ponto de partida ideal varia por segmento, cidade e objetivo. Mas como regra geral: orçamentos muito conservadores costumam gerar frustração, não resultado.

Como as agências cobram pela gestão

Existem três modelos principais no mercado:

Percentual sobre a mídia

A agência cobra uma porcentagem do que você investe mensalmente nas plataformas. É o modelo mais comum, mas cria um incentivo problemático: quanto mais você investe em mídia, mais a agência ganha, independente do resultado.

Taxa fixa mensal

Você paga um valor fixo pela gestão, independente do volume de mídia. É o modelo que a Estúdio Win usa, porque alinha nosso interesse com o seu: o que nos importa é o resultado, não o volume de verba que passa pelas nossas mãos.

Performance

Você paga por resultado gerado (lead, venda). É o mais atraente na teoria, mas o mais complexo na prática. Exige que a agência tenha controle sobre todo o funil de conversão, o que nem sempre é viável.

Como calcular se faz sentido pro seu negócio

Antes de assinar qualquer contrato, faça uma conta simples:

  • Quanto vale um novo cliente para você? Considere o ticket médio e, se for um serviço recorrente, a receita gerada nos primeiros meses de relacionamento.
  • Qual a sua taxa de fechamento atual? De cada dez pessoas que entram em contato, quantas viram clientes?

Com esses dois números, você consegue calcular qual o custo máximo por lead que ainda torna o investimento viável. Se o tráfego pago gerar leads abaixo desse custo, o negócio é bom. Se não, ou a taxa de fechamento precisa melhorar, ou o ticket médio não sustenta o investimento.

A gente faz essa análise antes de qualquer proposta. Se os números não fecharem, a gente fala. Não faz sentido vender um serviço que não vai gerar retorno.

O erro mais comum antes de começar

Investir pouco demais e concluir que tráfego pago não funciona.

Já atendemos negócios que tentaram por dois, três meses com orçamento mínimo e zero resultado. Quando analisamos, o problema raramente era o tráfego pago em si. Era o conjunto: orçamento insuficiente pro algoritmo aprender, criativos genéricos que não conversavam com o público, página de destino que pedia informação demais e afastava o lead antes do primeiro contato.

Tráfego pago não é só ligar um anúncio. É estratégia, criativo, página de destino e otimização contínua. Quando tudo funciona junto, o resultado é previsível. Quando falta alguma peça, a verba vai embora sem que você entenda por quê.

Antes de contratar qualquer agência, pergunte isso

Qualquer gestor ou agência sério deveria responder sem hesitar:

  • Você tem experiência no meu segmento, com resultados reais pra mostrar?
  • Qual é o modelo de cobrança e o que está incluso?
  • Como você mede resultado? Qual a métrica principal: leads, vendas, CAC?
  • Quanto tempo até ver os primeiros resultados?
  • O que acontece se os resultados não vierem?

Se a resposta para qualquer uma dessas perguntas for vaga, é um sinal importante.